Álcool e a Saúde

Foi esta semana aprovada uma lei que proíbe a venda de álcool a menores de 18 anos. Apesar do consumo regular e em pequenas quantidades de álcool poder ter alguns efeitos positivos sobre a saúde cardiovascular, o consumo excessivo de álcool é um grave problema de saúde pública em Portugal afetando todas as idades e todos os estratos sociais. O álcool provoca um elevado grau de dependência, tanto física como psicológica, em função do consumo regular desta bebida em quantidades diferentes e que variam de pessoa para pessoa. De um modo geral, quanto mais cedo começa o consumo elevado maior o risco de dependência.

A Organização Mundial de Saúde estima que o consumo excessivo de álcool possa provocar cerca de 3,3 milhões de mortes em cada ano (ou 5,9% de todas as mortes no mundo). Hoje sabemos que existe uma relação cientificamente provada entre o consumo de álcool e mais de 200 doenças, incluindo novos dados sobre as relações entre o consumo excessivo de álcool e o aparecimento e desenvolvimento de doenças infeciosas, como a tuberculose, HIV / SIDA e pneumonia.

Segundo o SICAD, instituição pública nacional dedicada a este assunto,

“há mais mortes, por dia, causadas pelo álcool do que por outras substâncias psicoativas podendo afirmar-se que é a primeira causa de morte entre os jovens”.

Ainda segundo esta instituição do Ministério da Saúde, o consumo crónico de álcool (de qualquer tipo, quer seja proveniente do vinho tinto, da cerveja ou do vodka, por exemplo) produz alterações em diferentes órgãos vitais:

  • Cérebro: deterioração e atrofia;
  • Sangue: anemia, diminuição das defesas imunitárias;
  • Coração: alterações cardíacas (miocardite);
  • Fígado: hepatopatia, hepatite, cirrose;
  • Estômago: gastrite, úlceras;
  • Pâncreas: inflamação, deterioração;
  • Intestino: transtornos na absorção de vitaminas, hidratos e gorduras, que provocam sintomas de carência.
  • Perturbações Psíquicas: irritabilidade; insónia; delírios por ciúmes; ideias de perseguição e, ainda mais graves, as encefalopatias com deterioração psico-orgânica (demência alcoólica).

O consumo habitual na mulher grávida pode dar lugar à síndrome alcoólica-fetal, caracterizado por malformações no feto, baixo coeficiente intelectual, etc.

No núcleo familiar, um elevado grau de alcoolismo pode conduzir à falta de responsabilidade, desintegração familiar, crises, maus tratos, etc. Outras consequências provocadas pelo alcoolismo são a instabilidade e o absentismo laboral, o aumento de acidentes, os comportamentos criminosos, alterações da ordem e até o suicídio.

Razões mais do que suficientes para se tentar evitar o seu consumo, por parte de menores e fazer a apologia dos seus riscos para a saúde, mesmo que não sejamos contra o seu consumo moderado ocasional (por ex. não mais do que 1 copo de vinho de 150 ml para homens adultos) apenas às refeições principais.

Imagem retirada de essie82

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