Linhas de Orientação para uma Comunicação Nutricional mais Ética

A OMS definiu no seu Plano de Ação para a Alimentação e Nutrição 2015-2020 a redução das iniquidades no acesso à comida saudável. E colocou este ponto como prioritário, na sua agenda. Nós também.

Ou seja, todos aqueles que trabalham ou têm interesse pelo tema da alimentação saudável, devem ter em atenção este tema. E particularmente, quando uma parte significativa da nossa população tem dificuldade em ter acesso a alimentos saudáveis, por diferentes razões. Por razões económicas, por falta de tempo, por falta de conhecimento ou de acesso.

Como podemos contribuir para reduzir este fosso entre aqueles com mais recursos e os com menos recursos?

Não recomendando alimentos ou suplementos alimentares que pelo seu preço possam ser menos acessíveis a populações economicamente desfavorecidas.

Sugerindo opções mais baratas quando se promove uma categoria de alimentos. Por exemplo, no caso do peixe, existem várias espécies com preços muito diferentes mas que oferecem o mesmo valor nutricional. O mesmo se passa nos vegetais ou nas bebidas.

Recordando que não basta dizer o que é mais saudável mas também que é necessário dizer, ao mesmo tempo, onde encontrar o mais saudável e mais barato.

Relembrando que é quase sempre possível sugerir alimentos da Roda dos Alimentos da época e a preços mais baixos.

Percebendo que alguns alimentos, de menor valor nutricional, são consumido pelo seu conforto emocional ou por pressões sociais e aspiracionais.

Garantido que as pessoas que mais necessitam de informação estão presentes quando falamos.

Garantindo que as pessoas com dificuldades de compreensão recebem a nossa informação em formatos que gostam e compreendem.

Garantido que criamos condições para receber respostas livre e sinceras daqueles para quem falámos sobre alimentação.

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