O Movimento Slow Food e o PNPAS

Para o PNPAS, promover uma alimentação saudável pressupõe, também, procurar a saúde do planeta e uma retribuição adequada para quem cuida da natureza e nos disponibiliza alimentos. Daí que subscrevemos os 3 pilares do Movimento Slow Food – BOM, LIMPO e JUSTO.

Bom

O alimento deve ter um aroma e sabor capaz de ser reconhecido por cidadãos exigentes. Aromas e sabores que resultam da competência do produtor e das suas escolhas em torno de matérias primas e métodos de produção que não desvirtuam a sua base natural.

Limpo

O meio ambiente deve ser respeitado. Neste sentido, as práticas de produção agrícola e animal, processamento e consumo devem ser sustentáveis, protegendo os ecossistemas e a biodiversidade. Em última instância, será a saúde do cidadão (produtor e/ou consumidor) a ser protegida.

Justo

A cadeia alimentar deve contemplar a justiça social. Para atingir este desígnio, devem ser criadas condições para se respeitar o trabalho e os direitos de quem produz alimentos e trabalha na cadeia alimentar, gerando uma recompensa adequada para o seu esforço numa economia cada vez mais global. Através do reconhecimento e solidariedade. Através do respeito pela diversidade cultural e tradições locais.

Em Portugal, estão a ser dados passos largos para a preservação dos produtos alimentares bons, limpos e justos. O objetivo é a identificação de alimentos que preservem os sabores de origem, cultivados de maneira limpa, ou seja, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devendo receber o que é justo pelo seu trabalho.

Este movimento sugere ainda que todos somos “Co-produtores” e não simples consumidores, pois tendo informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção.

A alimentação é o principal determinante da saúde dos Portugueses. O setor da alimentação é o principal empregador direto e/ou indireto em Portugal. A alimentação é o principal determinante da saúde do planeta.

Razões mais do que suficientes para nos tornarmos co-produtores e não simples consumidores.

 

 

 

 

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