Famílias mais desfavorecidas apresentam hábitos alimentares menos saudáveis

Acaba de ser lançado The Ephe Book, um livro sobre a relação entre desigualdades sociais e hábitos alimentares, no âmbito do projeto europeu EPHE. Os resultados evidenciam e confirmam a influência dos determinantes sociais no consumo alimentar e outros comportamentos associados à saúde das crianças e suas famílias. Por exemplo, o consumo de refrigerantes ou o números de horas em frente a um ecrã parece ser maior nas famílias mais desfavorecidas ou com maiores níveis de insegurança alimentar enquanto que o consumos de fruta e hortícolas parece ser menor nestas famílias.

Estes dados, que fazem pressupor que  doenças como a obesidade possam ter uma maior prevalência nas crianças de famílias mais desfavorecidas socialmente, deve obrigar a uma discussão profunda sobre os atuais modelos de intervenção na obesidade infantil.

As conclusões apresentadas no livro tiveram por base a intervenção, durante 3 anos, em 7 países Europeus, com a participação de Portugal através da Câmara Municipal da Maia. Entre outras instituições, participaram as Universidades do Porto e Amesterdão e a Direção-Geral da Saúde, tendo o projeto sido apoiado pela Comissão Europeia.

O livro está em formato digital e pode ser acedido e lido gratuitamente aqui.

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