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24/09/2026

Relatório do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável 2026

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O Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da Direção-Geral da Saúde (DGS), publica hoje o relatório anual do PNPAS de 2026, que reúne os dados mais recentes sobre alimentação e nutrição em Portugal.

Este documento apresenta a informação epidemiológica nacional mais atual sobre alimentação e nutrição, e os principais resultados da monitorização das medidas implementadas no âmbito do PNPAS, e os dados relativos ao acesso a cuidados nutricionais. O relatório anual inclui ainda uma breve descrição das atividades desenvolvidas pelo PNPAS durante o período em análise (ano de 2025) e apresenta o seu roteiro de ação para o período 2026-2027.

Principais conclusões do relatório anual 2026

  • Os hábitos alimentares inadequados dos portugueses foram, em 2023, o quinto fator de risco que mais contribuiu para a perda de anos de vida saudável (5,4% do total de DALYs), de acordo com o estudo Global Burden of Disease (GBD);
  • O baixo consumo de cereais integrais, o elevado consumo de carne vermelha e a elevada ingestão de sódio, destacam-se como os três principais fatores que contribuem para a perda de anos de vida saudável;
  • Os dados do último Inquérito Nacional de Saúde (2025) mostram que 57,1% da população adulta portuguesa apresentava excesso de peso (pré-obesidade ou obesidade) e que cerca de 1 em cada 3 crianças dos 5 aos 14 anos (35,5%) apresentava excesso de peso;
  • Em 2025, a proporção de crianças de 1 ano com aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses foi de 46,9%, tendo-se verificado uma evolução positiva para este indicador ao longo dos últimos anos;
  • Os dados mais recentes (2025) relativos ao imposto especial de consumo sobre as bebidas açucaradas reforçam o impacto significativo desta medida no incentivo à reformulação do teor de açúcar destas bebidas, tendo-se verificado uma diminuição de 45% da proporção de bebidas com 8 g de açúcar por 100 mL, entre 2017 e 2025;
  • Os dados do sistema de monitorização da oferta alimentar no mercado português, mostram que, entre 2022 e 2024, o perfil nutricional dos produtos alimentares das categorias analisadas se manteve globalmente estável. Quando considerados apenas os produtos alimentares comuns às recolhas efetuadas em 2022 e em 2024, verificou-se que cerca de 31,5% foram objeto de reformulação em pelo menos um dos teores de gordura saturada, açúcares ou sal;
  • O PNPAS realizou a 1ª edição dos cursos de “Promoção da Alimentação Saudável nos Cuidados de Saúde Primários: da prevenção à prática clínica” e de “Promoção da Alimentação Saudável nas Autarquias”, que contou com a participação de 129 profissionais dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) e de 96 profissionais de autarquias;
  • Em 2025 o PNPAS realizou um estudo de opinião junto de uma amostra representativa da população adulta portuguesa, cujos resultados revelaram um elevado apoio às medidas de promoção da alimentação saudável, com níveis de concordância superiores a 80% para a maioria das medidas avaliadas;
  • Para o ano de 2025, a percentagem média de doentes submetidos à identificação do risco nutricional nas unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) monitorizadas pelo BI do risco nutricional foi de 37,1%;
  • Durante o ano de 2025, foram realizadas 175 139 consultas de nutrição nos CSP, traduzindo-se num aumento de 66% no número de consultas de nutrição relativamente a 2022.

O que pretende o PNPAS atingir em 2026-2027?

  • Reforçar o conhecimento sobre o consumo alimentar e estado nutricional da população portuguesa, através da implementação do novo Inquérito Nacional Alimentar e de Atividade Física;
  • Promover uma melhor integração da promoção de uma alimentação saudável e de um estado nutricional adequado no contexto das ações de vigilância da saúde reprodutiva e da saúde infantil e juvenil;
  • Apoiar a melhoria da resposta dos cuidados de saúde à pessoa com obesidade;
  • Melhorar os ambientes alimentares, através da definição e implementação de novas orientações para a oferta alimentar em espaços públicos prioritários;
  • Melhorar a comunicação na área da alimentação saudável, promovendo a literacia alimentar e disponibilizando informação clara, acessível e baseada em evidência científica à população.

Consulte o relatório completo aqui.