A nossa alimentação e as florestas tropicais

Segundo o relatório divulgado pela Fern, organização não governamental (ONG) de proteção das florestas com sede em Bruxelas, entre 2000-2012, uma área florestal equivalente a 1 campo de futebol foi desflorestada a cada 2 minutos com o objetivo de abastecer  a União Europeia.

Os principais alimentos importados pela União Europeia foram Óleo de Palma, Soja, Carne e Pele, no valor de de 6 biliões de euros, sendo 60% de origem Brasileira (Soja, Carne e Pele) e 25% da Indonésia (Óleo de Palma). Segundo o Relatório, o óleo de palma, a soja e a carne são os 3 produtos que conduzem a uma maior desflorestação. A União Europeia importa todo o óleo de palma e 98% da soja que consome. O óleo de palma por sua vez pode ser utilizado tanto na produção alimentar, como em produtos de limpeza, cosmética e produção de biodiesel.

Segundo o Relatório, na UE, os 5 países membros que mais importam este tipo de produtos  são o Reino Unido (carne), França (Soja), Itália (Pele) e Holanda e Alemanha (Óleo de Palma). Para além do grande impacto ambiental da desflorestação, maioritariamente ilegal, a mesma pode fazer aumentar a corrupção e violência sobre aqueles que se opuseram e a tentaram deter.

A UE está empenhada em tomar medidas para reduzir a desflorestação global. Em 2008, a UE comprometeu-se a ajudar a reduzir em cerca  de  50% a perda da floresta tropical até 2020 e a travar completamente a desflorestação até 2030. Contudo, para  que a UE seja bem sucedida, e segundo o Relatório, será necessário  limitar o consumo e a importação dos principais produtos responsáveis pela desflorestação ilegal. 

 

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